IV CIELLA - Congresso Internacional de Estudos Linguísticos e Literários na Amazônia
logo

RESUMO - MESAS-REDONDAS

Autor do Trabalho
B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z

VARIAÇÃO LEXICAL E IDENTIDADE

Abdelhak Razky - UFPA/CNPq - Autor Principal
arazky@gmail.com

A relação entre variação lexical e questões de identidade tem demostrado a importância da abordagem pluridimensional ou geossociolinguística capaz de proporcionar a identificação de diferenças diatópicas, diastráticas e diageracionais, etc. em cartas lexicais preliminares do projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALib) e do projeto Atlas linguístico do Pará (ALiPA), entre outros atlas linguísticos em andamento. A análise das cartas evidencia uma mudança de perspectiva na análise da dimensão lexical de atlas linguísticos ao demonstrar que as ilhas lexicais que caracterizavam os atlas monodimensionais estão dando espaço pouco a pouco à presença de uma variação lexical que aponta ainda alguns agrupamentos lexicais que podem dividir o Brasil entre Norte, Nordeste e Centro-sul. Essa divisão é relacionada a itens lexicais bem típicos e dialetalmente marcada. No entanto, a análise lexical pluridimensional indica uma mudança em curso da divisão dialetal brasileira, que já atingiu a divisão proposta por Antenor Nascentes e, ao integrar variáveis extralinguísticas como a escolaridade, demonstra uma variação lexical menos marcada diatopicamente. Esse resultado sugere um conhecimento/uso, por parte do falante brasileiro, de mais de uma variante lexical numa mesma localidade. Dai a necessidade de reavaliar as mudanças em curso nas identidades linguísticas locais, regionais no espaço brasileiro devido à implantação de uma metodologia geossociolinguística que investiga grandes centros urbanos.

Palavras-Chave: Variação lexical; Geossociolinguística; Identidade.


“(DES)APEGOS IDENTITARIOS. LITERATURA, NACIÓN Y GÉNERO-SEXUAL EN LA ESCRITURA DE MUJERES SUDAMERICANAS DE MEDIADOS DEL SIGLO XIX”

Alicia Salomone - Universidad de Chile - Autor Principal
aliciasalomone@gmail.com

Desde hace más de dos décadas, desde la crítica literaria feminista, se vienen realizando reflexiones acerca de la relación conflictiva que las mujeres latinoamericanas establecen con los debates sobre la identidad nacional durante el período post-independentista. Estas discusiones, desarrolladas al calor de la constitución de los nuevos Estados nacionales, en gran medida tienen lugar en la emergente literatura producida por letrados varones. Reducidas al papel de “madres republicanas”, como sostiene Mary Louise Pratt (1990), las mujeres no fueron convocadas a imaginar la comunidad nacional naciente, ni a pensarse a sí mismas como sujetos activos de dicho proceso. No obstante, una serie de experiencias, tales como la participación en la lucha independentista y la organización de tertulias y salones, así como la lectura de libros y la escritura de cartas u otras producciones discursivas, van abriendo espacios a la constitución de autorías femeninas, las que eclosionarían en distintas regiones durante el período romántico (1830-1870). De este modo, echando mano de distintos géneros discursivos, ficcionales y no ficcionales, y desafiando las limitaciones impuestas a ellas en el espacio público, numerosas mujeres letradas darían forma a este nuevo lugar de enunciación, desde el cual intervienen en los debates sobre la formación nacional, instalando voces que dialogan críticamente con los discursos hegemónicos. En el marco de estas elaboraciones histórico-críticas, el presente trabajo se propone analizar una serie de textos ficcionales y no ficcionales producidos por mujeres de mediados del siglo XIX, los que se interrogan acerca de los diseños de identidad nacional, reflexionado al mismo tiempo sobre el papel marginal asignado al sexo-género femenino en dichos imaginarios. El corpus textual considerado en este estudio, comprende obras de tres autoras representativas del período romántico en América Latina, quienes vivieron y publicaron en distintos países de Sudamérica (Argentina, Brasil, Perú y Chile). Dichas obras son Los misterios del Plata y artículos de O Journal das Senhoras, de Juana Manso de Naronha, Ficciones patrias y Las veladas literarias, de Juana Manuela Gorriti, y Alberto el jugador y artículos de la Revista de Valparaíso, de Rosario Orrego de Uribe

Palavras-Chave: Literatura latinoamericana; Romanticismo latinoamericano; Escritura de mujeres; Identidad nacional; Estudios de género.


O REINO E OS ESTILHAÇOS TOTALIDADE, FRAGMENTO E IRONIA EM GONçALO M. TAVARES

Allison Leão - UEA - Autor Principal
allisonleao@yahoo.com.br

Em minha intervenção, buscarei analisar elementos literários de O Reino, tetralogia de Gonçalo M. Tavares, tendo em mente a hipótese de que o autor constitui essa obra a partir de uma estruturação irônica, verificável no choque entre signos de totalidade e elementos fragmentais, postos em dialética entre o fora e o dentro. Formada por A máquina de Joseph Walser, Um homem: Klaus Klump, Jerusalém e Aprender a rezar na Era da técnica, a tetralogia O Reino se utiliza de uma superfície, um aparência literária formal que reproduz aspectos da tradição literária que busca unifirmizar e alinhar conteúdo e forma, evitando qualquer margem de atuação para o fragmento e o contraditório. Contudo, nesse conjunto de obras de Tavares, o que se nota é que, mesmo utilizando elementos formais da totalidade, o autor infiltra neste uma série de componentes próprios do fragmento, sobtetudo a partir de categorias como o espaço, o tempo e as personagens. O resultado é uma poética tão radical, que não aceita ser simplesmente enquadrada nem no modelo da totalidade nem no paradigma do fragmento, caso isso significasse a exclusão absoluta do choque entre a tese e a antítese.

Palavras-Chave: Ironia; Totalidade; Fragmento; Gonçalo M. Tavares.


IV CIELLA

Universidade Federal do Pará - UFPA
E-mail: ivciella@gmail.com
Homepage: www.ufpa.br/mletras
Fone/Fax: (91) 3201.7499
(91)32017501