IV CIELLA - Congresso Internacional de Estudos Linguísticos e Literários na Amazônia
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RESUMO - PôSTERES

Autor do Trabalho
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NO OLHO DO FURACÃO: TESTEMUNHO COMO FORMA DE DENÚNCIA, LEMBRANÇA E SOBREVIVÊNCIA

Adriana Maria Cruz dos Santos - UFPA - Autor Principal
ambar.cruz@inbust.com.br

Orientador: Prof. Dr. Augusto Sarmento-Pantoja - UFPA

As narrativas testemunhais no filme No Olho do Furacão (de Renato Tapajós e Toni Venturi) produzido no período pós-ditatorial brasileiro suscita um debate sobre: as relações entre testemunho e seus intercâmbios com a manutenção da lembrança; o discurso que apresenta a dificuldade de prosseguir sobrevivendo em uma sociedade cujo presente não reflete as perspectivas por eles sonhadas no passado de revolucionários; questões que apontam que ainda que presos e torturados estivessem prontos para morrer, talvez não para sobreviver. Nesse estudo tomamos as considerações de Márcio Seligmann-Silva, Valéria de Marco, Walter Benjamin, para entender melhor as relações entre a narrativa testemunhal e a narrativa da sobrevivência. Para tanto, faz-se necessário compreender o ato de testemunhar, condição dos narradores da história como Carlos Eugênio Paz, Dulce Maia e Robêni Costa, seus cotidianos por muito tempo vivido na clandestinidade em seu pró prio país na crença de estar entregando suas vidas para mudar a condição política e social do Brasil. Por fatores próprios deste tipo de narrativa, observa-se que a condição traumática pode ser pensada enquanto dirimida pela destruição e recriação da história, perceptível no depoimento de Dulce em uma condição perpassada por um processo singular. Outro ponto preponderante para esta reflexão faz-se no reconhecimento de categorias de narradores, apresentadas por Benveniste, onde este pode assumir o papel de narrador supertes e o testis. Esta compreensão serve justamente para balizar a postura de cada um dos testemunhos, quando a postura daquele que narra como um terceiro e supertes ou não, quando se põe a contar sua própria história neste contexto da ditadura enquanto um sobrevivente neste contexto.

Palavras-Chave: Testemunho; Sobrevivência; No Olho do Furacão.


ESTUDANTES ESTRANGEIROS E SUA RELAÇÃO DE APRENDIZADO D¬A LÍNGUA PORTUGUESA A PARTIR DE REPRESENTAÇÕES DE PORTUGUÊS E DE IMAGINÁRIO DE BRASIL

Adriano Henriques Lopes da Silva - UFU - Autor Principal
henriquess@gmail.com

Orientadora: Profa. Dra. Carla Nunes Vieira Tavares - UFU

A pesquisa apresentada é um estudo preliminar que leva em consideração discussões de alguns tópicos referentes à representação, discurso e identidade, associados a três suportes de análise, a representação de Brasil, os dizeres de alunos em mobilidade internacional e a representação de Língua Portuguesa. Calcado na teoria da Análise do Discurso e buscando suporte teórico em seus conceitos é que surge esta pesquisa, pois acredita-se que a partir dos discursos globalizados que apontam o Brasil como país promissor, cresceu o número de estudantes estrangeiros interessados em estudar no país, porém com a ausência de dados sobre suas motivações o importante será entender um pouco mais como esse processo tem acontecido quando o estudante opta por vir estudar no Brasil, e efetivamente passa a morar no país. Para tanto, o trabalho se restringirá aos estudantes estrangeiros (Africanos e Europeus) que estão em processo de mobilidade internacional na Universidade Federal de Uberlândia e que não possuam o Português como língua materna. Assim, o objetivo é entender se de alguma forma a representação do país associa-se ao processo de aprendizagem de Língua Portuguesa em algum momento e quais os desdobramentos do imaginário de Brasil para esse processo.

Palavras-Chave: Representação; Discurso; Língua Portuguesa.


AS VEREDAS DE EROS NO PINHÉM: UMA ASCESE À SAPIÊNCIA EM “A ESTÓRIA DE LÉLIO E LINA”

Alan Felipe Monteiro Angelim - UFPA - Autor Principal
alanfelipe227@hotmail.com

Orientador: Prof. Dr. Silvio Augusto de Oliveira Holanda - UFPA

No que se pode chamar de sertão num sentido amplo, especificamente nos gerais, estão ambientadas as sete narrativas que compuseram a obra Corpo de baile (1956) entre as quais “A estória de Lélio e Lina”, que integrou a narrativa No Urubuquaquá, no Pinhém a partir do processo de tripartição que aquela sofrera em 1964. A novela será o objeto de estudo da presente comunicação a partir da temática amorosa. Eros, na concepção platônica, é descrito como o único guia dos homens ao maior fundamento de suas aspirações: o Bem. O amor, sendo “o desejo de possuir sempre o bem” (PLATÃO, 2011, p.159), guiará os homens à sua representação mais bela: a sabedoria. Partindo desse pressuposto, a formulação neoplatônica de Benedito Nunes sugere que “o platonismo de Guimarães Rosa é inseparável da tradição hermético-alquímica” (NUNES, 1976, p. 150), pois vincula-se, de maneira simbólica, ao conceito de transubstanciação, do amor carnal em espiritual, que se conservam sem separação. Lélio do Higino, protagonista da narrativa mencionada, faz de sua chegada à Fazenda do Pinhém o momento propício a perscrutar o sentido substancial de sua existência, pois sentia que “era um novo estirão de sua vida, que principiava” (ROSA, 1956, p. 256). Lélio é assim a entrega do ser ao poder de Eros, ao qual todos estão suscetíveis, que o guiará em uma profunda fruição da vida, percorrendo os estágios de uma escalada ascensional que se manifesta em amores fortuitos, por vezes opostos no seu em-ser, e necessários para enfim culminar no zênite das metamorfoses do amor: a Sapiência, encarnada na personagem Rosalina, a “menina-anciã”. Sob o amparo da Estética da Recepção, em que Hans Robert Jauss (1921-1997) resgata o conceito de horizonte, busca-se ampliar a concepção de amor ao leitor apresentando-lhe uma nova possibilidade de leitura para a narrativa rosiana em questão.

Palavras-Chave: Eros; Guimarães Rosa; Horizonte.


POEMÁTICA: UMA ABERTURA DE HORIZONTES

Alana Oliveira de Sousa - UFMA - Autor Principal
allaninhah10@hotmail.com

Lucélio Silva de Barros - UFMA
lucelio25@hotmail.com

Nayana de Sousa Silva - UFMA
nayanasousas@hotmail.com

Orientador: Prof. Msc. Edmilson Moreira Rodrigues - UFMA

Este trabalho surgiu a partir de experiências vivenciadas no Projeto Poemática da Universidade Federal do Maranhão, Campus São Bernardo, cujo objetivo é despertar o prazer pela literatura, através da leitura do texto poético, possibilitando aos alunos dessa instituição, contatos com textos variados, levando-os a ultrapassar o significado literal dos textos e alcançar em maior profundidade sua significação artística e humana. O nosso direcionamento metodológico se dar por meio do eixo: pesquisa bio e bibliográfica de autores, estilos, períodos, gêneros e movimentos literários, sendo que o trabalho é concentrado em leituras de poesia, por entendermos que a poesia – como diz Antônio Cândido (1984) – é síntese, e, como síntese, resume o que muitos autores diriam em prosa, facilitando, assim, a leitura compacta, o que demanda leituras breves e rápidas, a um leitor pouco familiarizado. O clímax de tal trabalho se estabelece em declamações de poesias, cujo alcance repercute nas comunidades e escolas estaduais e municipais e ainda em oficinas realizadas em congressos e seminários nacionais e internacionais.

Palavras-Chave: Literatura; Arte; Linguagem.


ELABORAÇÃO E INTERLINEARIZAÇÃO DE UMA BASE DE DADOS ELETRÔNICO-TEXTUAL PARA A LÍNGUA MEKENS

Alana Samara Melo Neves - UFPA/MPEG - Autor Principal
alananeves1@gmail.com

Orientadora: Profa. Dra. Ana Vilacy Moreira Galucio - MPEG

A língua Mekens é falada pelo povo Sakurabiat e pertence à família linguística Tupari, tronco Tupi. Esta etnia habita no estado de Rondônia, no município Alto Alegre dos Parecis e é composta atualmente por cerca de 73 pessoas. A língua Mekens está entre as línguas do tronco Tupi com maior risco de desaparecimento devido ao seu reduzido número de falantes (apenas 21 pessoas, a maioria idosos) e da não transmissão às gerações mais jovens. A pesquisadora Ana Vilacy Galúcio tem realizado trabalhos de documentação da língua Mekens desde a década de 90, a fim de promover o conhecimento e a preservação da língua. Nesse período foi possível documentar grande parte das narrativas tradicionais contadas por este povo. Como resultado deste trabalho tem-se várias publicações sobre a fonologia e morfossintaxe da língua, como também uma coletânea de narrativas intitulada ‘Narrativas Tradicionais SAKURABIAT Majãp Ebõ’. No ano de 2011 iniciamos a execução do subprojeto de pesquisa ‘Aspectos Morfossintáticos da língua Mekens: elaboração e interlinearização de uma base de dados textual’ com o intuito de compilar e interlinearizar estas narrativas em uma base de dados eletrônica de Mekens. Nessa primeira fase do projeto foi possível criar a base de dados textual, o que possibilitou a digitalização e organização de textos e também a análise e inserção de dados lingüísticos na interface do programa computacional FLEx. A metodologia aplicada se apoiou em conceitos de análise fonológica, morfossintática e técnicas de arquivamento de dados. Pretende-se com este trabalho, expor essa metodologia e os resultados preliminares obtidos no desenrolar da pesquisa. Dentre as principais contribuições do subprojeto, ressaltaremos a criação e ampliação do banco de dados eletrônico-textual de Mekens. Somam-se a este resultado a documentação de saberes linguístico-culturais do povo Sakurabiat e a colaboração para futuras análises morfossintáticas de sua língua.

Palavras-Chave: Documentação da Língua Mekens; Interlinearização e Análise Morfossintática; Base de Dados Eletrônica.


NARRATIVAS E NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

Aldiléia Lopes de Morais - UFPA - Autor Principal
aldileia1@hotmail.com

Orientadora: Prof. Msc. Alessandra Conde da Silva - UFPA

O trabalho busca realizar um estudo sobre as narrativas e as novas tecnologias no processo ensino-aprendizagem. O interesse por essa temática surgiu a partir do momento que comecei a ser voluntária no projeto Museu em (Re) vista. As tecnologias computacionais, por disporem de mecanismos diferenciados, são hoje excelentes ferramentas educacionais, apresentando de forma criativa e fascinante o mundo da leitura às crianças. Tornar-se um leitor, necessita primeiramente sair do pensamento mítico/público para o individual/privado, o que corresponde à passagem da cultura oral para a escrita. Por intermédio disso, utilizamos dois recursos tecnológicos, a saber, uma mídia que contém as narrativas orais bragantinas (realizadas pelo projeto IFINOPAP), do qual retiramos a narrativa oral, Maria Borracheira, uma versão amazônica do conto A Gata Borracheira de Charles Perrault e o software COMIC LIFE um programa que nos permite criar histórias em quadrinhos por meio de imagens e fotos digitalizadas de maneira extremamente fácil. A pesquisa busca construir metodologias pedagógicas em que as narrativas e as novas tecnologias sejam desenvolvidas de forma criativa, participativa, prazerosa e produtiva, de forma a contribuir na formação de leitores e produtores de texto. Para isso, utilizou-se a proposta metodológica construcionista que Seymour Papert elaborou embasado nos ideais de Jean Piaget, segundo o qual o conhecimento não é transferido, ele é construído progressivamente por meio de ações e coordenadas de ações, que são interiorizadas e se transformam. Dessa forma, fizemos uma representação da narrativa Maria Borracheira por meio do programa COMIC LIFE, utilizando os mecanismos que o programa disponibiliza, tais como imagens, fotos, desenhos e texto escrito, dando possibilidades para a criação de uma história em quadrinhos. Acredita-se que essas ferramentas tecnológicas, facilitam e contribuem demasiadamente no processo ensino-aprendizagem, pois sua manipulação e acesso não exigem um conhecimento específico na área, podendo as crianças utilizá-las sem nenhuma dificuldade. Ana Maria Machado (2001), Alice Viera (1989), Lajolo e Zilberman (1944) e Maria Elizabeth de Almeida (2002), Adriana Capellão (2007), Pierre Lévy ( 1999) e Valente ( 1993) foram os teóricos utilizados neste estudo.

Palavras-Chave: Literatura; Narrativas orais; Novas tecnologias.


PRÁTICAS SOCIAIS DE ESCRITA: A RETEXTUALIZAÇÃO DE SENTENÇAS JUDICIAIS

Alexandra Pereira Dias - UFPB - Autor Principal
alexandradias25@gmail.com

Orientadora: Profa. Dra. Regina Celi Mendes Pereira - UFPB

A linguagem jurídica tem sido objeto de discussão por parte da sociedade. Recentemente, temos acompanhado nos meios de comunicação significativos questionamentos sobre como o judiciário, pouco ou quase nada, tem evoluído quanto ao objetivo e clareza dos seus discursos. O ministro Joaquim Barbosa, em seu pronunciamento de posse no Superior Tribunal Federal, ao defender o aperfeiçoamento da justiça brasileira, enfatizou que precisamos de uma justiça: sem firulas, floreios e rapapés. A esse respeito o professor Fábio Coelho, em artigo escrito na Folha de São Paulo, esclarece que à fala do ministro refere-se a uma justiça: objetiva, concisa e comedida. Para Coelho, a recomendação dirigida pelo presidente aos magistrados jurídicos é que todos precisam escrever e falar menos, para dizerem mais. É nesse sentido, que nossa pesquisa de Iniciação Cientifica intitulada: Práticas Sociais de Escrita: A retextualização de gêneros jurídicos - propõe-se a investigar o hermetismo da escrita jurídica, isto é, os implícitos que subjazem ao texto escrito, e que tanto nos afeta como cidadãos (cf. PEREIRA, 2010). A pesquisa de caráter descritivo e interpretativo utiliza-se de um corpus de base documental, constituído por sentenças criminais de Fóruns de João Pessoa. Os pressupostos teóricos foram extraídos dos estudos bronckartianos (1999), a partir destes, verificamos os parâmetros de produção que condicionam a elaboração dos textos jurídicos; os elementos do estatuto pragmático implicados no processo de produção desses textos; os elementos linguísticos e discursivos do gênero, e como as modalizações e vozes se articulam com as representações dos mundos formais (objetivo, social e subjetivo). Neste trabalho em especial, focalizaremos os mecanismos de textualização, apresentando estruturas textuais correspondentes às sentenças originais. Os resultados evidenciaram que é possível tornar o texto objeti vo e acessível aos leitores, sem comprometer a especificidade da linguagem jurídica, alterando elementos linguísticos discursivos responsáveis pela coesão e coerência enunciativo-pragmática do texto.

Palavras-Chave: Sentenças; Hermetismo; Retextualização.


O USO DE VÍDEOS COMO AUXÍLIO NA EDUCAÇÃO BILÍNGUE

Aliciane Alves da Silva - UFPI - Autor Principal
alicianealves@gmail.com

Fátima Maria Ribeiro de Carvalho - UFPI
fatimaribeirox@gmail.com

Orientador: Prof. Dr. Francisco Wellington Borges Gomes - UFPI

A importância do domínio de línguas estrangeiras vem crescendo aceleradamente, tanto que, quando possível, crianças com idade inferior a dois anos de idade começam a vida escolar em dois idiomas (Português e Inglês), ou seja, têm uma Educação Bilíngue, processo que segundo Grosjean (1998), não se limita apenas à aquisição de mais uma língua com domínio e estrutura iguais aos da Língua materna; Segundo ele, bilíngue não é aquele que possui competência semelhante e perfeita nas línguas, mas sim quem utiliza constantemente duas (ou mais) línguas (ou dialetos) com diferentes pessoas em diversas situações do cotidiano e de acordo com seu propósito. Neste modelo de Educação, a necessidade por materiais que ofereçam amostras autênticas de língua estrangeira leva o professor a buscar diversos recursos para facilitar a aprendizagem, dentre eles materiais audiovisuais. Com base nisso, o objetivo do seguinte trabalho é apresentar um relato de experiência de uso de vídeos e outros recursos audiovisuais como material didático auxiliar na Educação Bilíngue em uma escola no estado do Piauí cujas línguas adotadas são simultaneamente inglês e português. A experiência mostra que vídeos em língua inglesa são uma importante ferramenta para a Educação formal em duas línguas, uma vez que aumentam o contato linguístico dos alunos com a língua estrangeira.

Palavras-Chave: Educação Bilíngue; Aprendizagem; Recursos audiovisuais.


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E O INDIGENISTA NOEL NUTELS

Amanda Aparecida de Almeida Borges - UFU - Autor Principal
amandabrgs@live.com

Orientadora: Profa. Dra. Kênia Maria de Almeida Pereira - UFU

O poeta Carlos Drummond de Andrade homenageia o médico Noel Nutels na ode Entre Noel e os índios, encontrado no livro As impurezas do branco (1973). Drummond esboça sua admiração por esse judeu, que, juntamente com os irmãos Villas-Boas e Darcy Ribeiro, lutou para a criação de uma reversa indígena no Brasil: o Parque Nacional do Xingu, onde foram salvos milhares de indígenas. O poeta também ressalta a dedicação, comprometimento e amor que Noel Nutels dedicou a esses povos, tão oprimidos e perseguidos. Para esclarecimento dos estudos pesquisamos a arte poética de Carlos Drummond de Andrade a fim de entendermos o verdadeiro sentido do poema Entre Noel e os Índios. Através de biografias descobrimos sobre a vida altruísta de Noel Nutels e o porquê de sua solidariedade aos índios do Brasil. Após as analises dessas biografias, procuramos saber a trajetória dos judeus que, como os índios das Américas, sofreram humilhações e perseguições. Para todos esses estudos foram analisadas obras de Moacyr Scliar, Orígenes Lessa, Darcy Ribeiro, Antonio Candido, Affonso Romano de Sant`Anna, Antônio Risério, dentre outros.

Palavras-Chave: Carlos Drummond de Andrade; Índios; Noel Nutels.


COMO A LINGUÍSTICA PODE AJUDAR NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA?

Amanda Galdino da Silva - UFAM - Autor Principal
amandaxd_dina@hotmail.com

Andreza Farias Pinto - UFAM
andrezafa@hotmail.com

Orientador: Prof. Msc. Eduardo Cardoso Martins - UFAM

Neste painel objetivamos fundamentar uma discussão entre os normativistas e os linguistas a respeito do que ocorre hoje em dia sobre considerar determinadas estruturas linguísticas adequadas ou não em certos contextos sociais, o que acaba disseminando dúvidas, tanto nos alunos quanto nos professores. Nos alunos a dúvida diz respeito a que, quando e quais estruturas utilizar. Já nos professores, o impasse gira em torno de como realmente ensinar tal assunto nas salas de aula. Por este motivo, mostraremos que não é necessária uma dissociação entre a linguística e a gramática normativa, pelo contrário, deve-se haver uma relação entre as duas uma vez que ambas têm interesses importantes na formação do aluno. Mostraremos, também, que o estudante precisa compreender os fundamentos da norma culta, mas também relacionar tais fundamentos às variações existentes às condições interacionais econômicas para que possam adequar seu discurso aos mais variados contextos, tornando-se então, poliglotas em sua própria língua.

Palavras-Chave: Linguística; Gramática Normativa; Língua.


CONHECER A SI MESMO ATRAVÉS DA MEMÓRIA: O RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

Amanda Gazola Tartuci - UFSJ - Autor Principal
mandygazola@hotmail.com

Orientadora: Profa. Dra. Dylia Lysardo-Dias - UFSJ

O presente trabalho apresenta e analisa uma das oficinas ministradas para alunos do sétimo ano de uma escola estadual de uma cidade do interior de Minas Gerais no âmbito do subprojeto Letras do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da UFSJ. A oficina teve como tema a “Memória” e como objetivo levar os alunos a refletirem, através de suas próprias histórias, como a memória é chave importante para o sujeito se conhecer e de se reconhecer como parte de um grupo. Muitas vezes, os alunos usaram a voz do outro para “construírem” sua própria memória. A oficina se baseou na importância do processo de interação social e no entendimento dos quadros sociais que compõem a memória e utilizou a construção oral e escrita de narrativas. O ponto de partida do trabalho foi a escolha e descrição de um objeto significativo pessoal, a partir do qual cada um contou a sua história. Essa historia foi ouvida por todos e depois registr ada por escrito. Percebemos aqui que a memória individual está intrinsecamente ligada à coletiva: é a relação do eu e do outro. Os alunos, para conhecerem a própria história precisaram do outro e dessa forma, constroem sua identidade nos discursos socialmente instituídos. Ao se conhecerem, os alunos se reconhecem como parte de um grupo, de uma coletividade, e, principalmente na idade em que estão o grupo ajuda-os na construção da identidade social.

Palavras-Chave: Produção textual; Memória; Identidade.


LER E ESCREVER POEMAS NA INTERNET: FACEBOOK

Amanda Vitória Ferreira Carvalho - UFPA - Autor Principal
avfcarvalho@yahoo.fr

Orientadora: Profa. Dra. Lilia Silvestre Chaves - UFPA

Século XXI. A internet toma conta de todos os setores da sociedade. Não há como dizer que a internet não é uma poderosa fonte de informações, uma poderosa forma de conhecer o mundo. Inclusive o mundo literário, inclusive o mundo da poesia. A melhor maneira de fazer alguém (principalmente jovens e crianças) criar gosto pela leitura pode vir da internet. Esse é o principal passatempo do século XXI. E por mais que a internet possa parecer vilã, ela também pode levar o gosto pela leitura, pela literatura, pelo poema. É nisso que decidi trabalhar. Nessa pesquisa para entender como a poesia anda sendo espalhada pela internet e para entendermos como podemos, nós os profissionais da área de letras, aproveitar esse veículo de comunicação para a divulgação das letras. Para a divulgação da poesia. A pesquisa foi desenvolvida em páginas do facebook como: Caixa Filosofal, Claire de Lune, Com açúcar, com afeto, Papel e Tudo, Viciados em Livros e em grupos de poesia que participo: Pena e Pergaminho, Devaneios e Eu amo poesia. A conclusão da pesquisa foi que podemos e devemos utilizar a internet (muitos já estão fazendo), principalmente as redes sociais, para inserir o gosto pela literatura. Demonstrarei algumas dicas de páginas e estratégias para se inserir no grupo das pessoas que trabalham com poesia no facebook.

Palavras-Chave: Internet; Poesia; Facebook.


DIÁLOGO ENTRE FERNADO PESSOA E CLARICE LISPECTOR

Ana Carla Costa Castilho - UFPA - Autor Principal
carlacostacastilho@gmail.com

Orientador: Prof. Dr. Antonio Máximo Ferraz - UFPA

A finalidade deste painel é percorrer a questão do desnudamento da linguagem até o silêncio na travessia para o próprio. Nosso corpus são o romance de Clarice A Paixão Segundo G.H. e alguns poemas de Fernando Pessoa. Neste painel realiza-se uma interpretação ontológica, não se faz uma análise, pois não trataremos as obras como objetos com uma dada forma, a maneira mais usual de se relacionar com os textos literários. A construção da narrativa de A Paixão Segundo G.H, se faz pelo desdobramento dramático do eu, cindido em busca de identidade. G.H. é ela e é também o outro, que de certo modo é a barata. O eu descobre-se ficto, e nem por isso menos verdadeiro. G.H passa por uma viagem de esvaziamento de sentido, até chegar ao seu próprio, a quem ela é, de uma maneira mais plena: ela termina por se descobrir uma questão. Esse esvaziamento também é uma das questões da poesia de Fernando Pessoa, na voz de Alberto Caeiro. Diz ele que “O essencial é saber ver/ Saber ver sem pensar/ Saber ver quando se vê/ E nem pensar quando se vê/ Nem ver quando se pensa\". Pessoa e Clarice se situam em um ambiente moderno, no qual as antigas certezas se perderam e se está à procura de novos sentidos. Segundo Caeiro, para se chegar ao próprio é preciso haver “uma aprendizagem de desaprender”. Clarice pronuncia também de modo paradoxal, que para se chegar à mudez é necessário um grande esforço da voz, ou seja: a fala deve conduzir à aprendizagem do silêncio das questões, que jamais se esgotam em conceitos. Ao final de seu processo de autoprocura, G.H. constata: “Nunca! Nunca mais compreenderei o que eu disser”. No diálogo com essas duas obras, ao leitor é dado participar da procura de quem ele é.

Palavras-Chave: Silêncio; Linguagem; Obra de Arte.


ITENS DO ENEM PODEM SER CONSIDERADOS UM GÊNERO TEXTUAL?

Ana Claudia Assunção Chaves - UFPA - Autor Principal
claudiachaves@hotmail.com

Orientadora: Profa. Msc. Eunice Braga - UFPA

Neste pôster, faremos a apresentação dos resultados parciais do trabalho que estamos desenvolvendo no projeto de pesquisa “Questões do ENEM como um gênero textual: uma perspectiva transdisciplinar de leitura”, cujo nosso objetivo principal é trabalhar com os itens do ENEM como um gênero textual e entendê-los como um gênero para propor atividades de leitura (propostas transdisciplinares de leituras). Elegemos os itens do ENEM como objeto de estudo dessa pesquisa. Lançamos a hipótese de que os itens do ENEM podem ser entendidos como um texto, já que é possível identificar, na forma que o item é constituído, uma unidade de sentido. Ora, se os entendemos como texto é possível também entendê-los como um gênero, sendo que cada item possui uma estrutura semelhante (texto, enunciado e alternativas), onde cada parte não pode ser entendida separadamente. Essa pesquisa visa entender os itens deste exame de forma clara e objetiva e desenvolver uma forma de didatizá-los, com intuito de ajudar alunos do ensino médio a entender e responder melhor esses itens. Buscamos nos textos de MARCUSCHI (2010), ROJO (2000) e BONINI (2003), fundamento para a nossa pesquisa, assim como, também foi feito um estudo sobre o Edital e o Manual de redação do ENEM. Esse estudo foi fundamental para o conhecimento do contexto social em que este exame foi efetuado.

Palavras-Chave: ENEM; Itens; Gênero textual.


A PSEUDO-RELIGIOSIDADE NA OBRA MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO

Ana Cláudia Medeiros da Silva - UFOPA - Autor Principal
anaclaudia.medeiross@gmail.com

Francinara Silva Ferreira - UFOPA
francishelena_stm@hotmail.com

Orientador: Prof. Msc. Zair Henrique Santos - UFOPA

A obra Memorial do Convento, de José Saramago, publicada em 1982, em Portugal, tem como tema central a construção do Convento de Mafra, erguido por causa de uma promessa feita pelo rei D. João V ao bispo D. Nuno da Cunha, para que a rainha D. Maria Ana Josefa engravidasse, dando assim um herdeiro à coroa portuguesa. Entre narrativas históricas o autor entrelaça a ficção, essa combinação dá vida a personagens de magia e fantasia, tem-se como exemplo as personagens Baltazar e Blimunda, que surgem como linha condutora da obra. No romance há a coexistência de vários conflitos que se cruzam e por meio do texto manifestam e revelam a realidade e os problemas do ser humano. José Saramago ao retratar a vida incoerente da sociedade portuguesa no século XVIII, enfatiza a questão da suposta “religiosidade” na narrativa, fortalecendo assim a crítica à religião. Deste modo, objetivamos verificar e analisar a pseudo- religiosidade na obra, por meio de críticas feitas pelo autor a atitudes da sociedade. A coleta de dados deu-se através da leitura e transcrição de fragmentos da obra Memorial do Convento que serviram de corpus para a análise. No decorrer da narrativa percebe-se a falsa benevolência a Deus, manifestada pelas atitudes da sociedade. Ao final da análise, nota-se que predomina na obra a falsa religiosidade, visto que há um mascaramento de atitudes contrárias a religião.

Palavras-Chave: José Saramago; Memorial do Convento; Pseudo-religiosidade.


(DES)CONSTRUÇÃO DA NOTÍCIA: MARCAS DE ORALIDADE RECORRENTES EM PRODUÇÕES DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

Ana Noelia Dias Nates - UEA - Autor Principal
ananoelianates@hotmail.com

Letícia Pinto Cardoso - UEA
leticiapintocardoso@gmail.com

Orientadora: Profa. Esp. Renata Nobre Tomás - UEA

Autores como Marcuschi (1997), Koch & Elias (2009) e Antunes (2010) defendem a relação entre oralidade e escrita como um continuum. Levando em consideração essa proposta, o presente trabalho tem por objetivo analisar a recorrência de marcas de oralidade em notícias escritas por alunos do 2º ano do ensino médio. Para isso, selecionamos 42 textos produzidos durante as Oficinas de Notícia ministradas por acadêmicos o curso de Letras, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), sendo que 24 correspondem à primeira produção (grupo 1) e 18 à sua reescrita (grupo 2). Embasadas principalmente em Preti (1999; 2002), Marcuschi & Dionísio (2007) e Therezo (2008), realizamos uma breve exposição de questões relacionadas à oralidade e à escrita, à adequação da linguagem nos diferentes gêneros textuais, particularmente do gênero notícia, e apresentamos o levantamento das marcas de oralidade presentes nos textos que compõem nosso corpus. Comparamos os dados dos dois grupos textuais a fim de verificar quais apresentavam maior ocorrência. A análise nos permitiu observar que entre as marcas de oralidade nas produções do grupo 1 destacaram-se a subjetividade; as expressões populares, aqui englobando gírias, ditados e bordões; as repetições, principalmente de conectivos, e a escrita fonética. Ao passo que nas produções do grupo 2, predominam a subjetividade e a escrita fonética.

Palavras-Chave: Escrita; Marcas de oralidade; Notícia.


PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE CRÍTICO-REFLEXIVA DO GÊNERO CRÔNICA

Ana Paula Oliveira da Silva - UFPA - Autor Principal
paulaoliver19@yahoo.com.br

Orientadora: Profa. Msc. Márcia Cristina Greco Ohuschi - UFPA

Este trabalho surgiu a partir da participação no projeto de extensão Formação continuada de professores de língua portuguesa: uma abordagem a partir dos gêneros discursivos, atrelado à Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). O projeto nos proporcionou o contato direto com algumas escolas públicas do município de Castanhal - PA, no acompanhamento do trabalho dos professores no desenvolvimento das oficinas incluídas na Sequência Didática proposta pela OLP. Acompanhamos, especificamente, os docentes responsáveis pelo trabalho com o gênero crônica (9º ano e 1º ano do Ensino Médio). Nesse sentido, o principal objetivo deste trabalho é refletir sobre a apropriação das características do gênero em questão na produção textual dos alunos. Para realizarmos nossa pesquisa, ancoramo-nos nos pressupostos teóricos de Bakhtin-Volochinov (1992) e Bakhtin (2003), além de outros teóricos e pesquisadores que também seguem a vertente dos gêneros discursivos. Como o projeto nos possibilitou o acesso às produções textuais dos alunos dos professores que acompanhamos, escolhemos, de forma aleatória, um texto de um aluno do primeiro ano do ensino médio. Sendo assim, primeiramente, fizemos uma análise da produção textual deste aluno, levando em consideração o contexto de produção e os aspectos sociais que o envolvem para, em seguida, observamos as formas constitutivas do gênero. Partindo disso, verificamos as dificuldades/necessidades do aluno em relação à adequação linguística do gênero em questão. No processo de análise do texto, percebemos grande dificuldade do aluno em relação às características do gênero, sendo que, essa produção, seria contada para a classificação desse aluno na OLP. Porém, ainda tem-se um longo caminho pela frente, no qual poderá se apropriar efetivamente das características do gênero.

Palavras-Chave: Ensino e aprendizagem; Produção textual; Gênero Crônica.


HABILIDADES, APTIDÕES E IDENTIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS ATIVIDADES DE ENSINO E PESQUISA NO PIBID LETRAS IFPA/CAMPUS BELÉM

Ana Paula Santos Sarmanho - IFPA - Autor Principal
ana_paulaangel@hotmail.com

Orientadora: Profa. Esp. Leila Telma Lopes Sodré - IFPA

Este estudo realizou-se durante as atividades de ensino e pesquisa do Programa de Iniciação à Docência – PIBID, oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, através do Projeto Ciências em Ação II, aos alunos de licenciatura do Instituto Federal do Pará. O mesmo visa apresentar resultados das atividades desenvolvidas na escola parceira E.E.E.F.M. Temístocles de Araújo, especificamente nas turmas de 1º ano regular integral. O trabalho tem como proposta enfocar o uso de textos e dinâmicas motivadoras a fim de desenvolver as práticas de leitura e escrita, dentro e fora do âmbito escolar, possibilitando o domínio dessas práticas e produções quer escritas, a exemplo os trabalhos desenvolvidos em sala, gêneros primários e secundários, quer orais, a exemplo das interações comunicativas face a face, como também para desenvolver suas capacidades de linguagens, valorizar a escola como espaço social democrático, levando ao aluno se perceber como ator social de fundamental importância nas relações sociais e na transformação da sociedade. Partindo de concepções sociointeracionistas, trabalho a proposta de GERALDI (1997) na qual todas as produções – escritas e orais - são ponto de partida e de chegada para todo o processo de ensino aprendizagem de língua e, para tanto, os textos motivadores são um instrumento valioso nesse processo de aquisição da linguagem. Além disso, trabalho a proposta de LEFFA (1999) e CARVALHO (2007) que abordam o papel fundamental do leitor na atribuição e construção de significados ao texto, para que haja a interação autor-texto-leitor. Dessa forma, o professor oportuniza, aos alunos, aulas com textos significativos que trabalham habilidades, aptidões, questões de identidade e que ampliam as visões de mundo tanto de quem ensina, como de quem aprende. Haja vista, que as aulas de português devem levar ao aluno a compreensão das relações sociais e transformação da realidade circundante.

Palavras-Chave: Textos motivadores; Interacionismo; Ensino aprendizagem.


INGLÊS COM MÚSICA: UM INCENTIVO PARA O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM E UMA MOTIVAÇÃO PARA OS ALUNOS DE ESCOLA PÚBLICA

Ana Vivianne Rodrigues Leal - UFPI - Autor Principal
anynhavivi@hotmail.com

Orientadora: Profa. Dra. Beatriz Gama Rodrigues - UFPI

Com o avanço do ensino de língua inglesa nos últimos tempos, cada vez mais se tem adotado novos métodos e propostas que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem. Com base nisso, o PIBID - Inglês da Universidade Federal do Piauí desenvolveu o projeto “Inglês com Música”. O projeto foi empregado em uma escola pública da cidade de Teresina - Piauí, e teve como objetivo despertar o interesse e o envolvimento dos alunos, fazendo com que os mesmos se socializem, cantem e se dediquem a aprender o idioma. Murphey (1994) afirma que a música é uma forma vantajosa para o aprendizado de língua estrangeira, pois mesmo apresentando várias repetições, não deixa de ser prazerosa, favorecendo, portanto, a memorização. Seguindo as ideias de Murphey, Medina (1973) declara que a música ajuda na memorização de vocabulário. Esse aprendizado, por sua vez, ocorre de forma não premeditada e auxilia também na competência escrita dos alunos. Como materiais de auxílio foram utilizados recursos audiovisuais e conteúdos autênticos em inglês, assim como foram realizadas atividades de cunho dinâmico e inovador para promover uma maior participação dos alunos, já que as atividades usadas na sala de aula geralmente são descontextualizadas, cansativas e repetitivas. Pôde-se notar que o uso da música, por ser um método que se vincula ao prazer de ensinar e aprender, também é algo presente na vida dos alunos, fazendo com que o professor se aproxime da realidade dos seus aprendizes. Sendo assim, mediante as dificuldades encontradas nas escolas públicas, bem como a necessidade de desenvolver novas propostas que estimulem a fuga do ensino tradicional, o presente projeto mostra-se como uma forma eficaz para adquirir e produzir conhecimento. Referências Bibliográficas MEDINA, C. A. Música popular e comunicação: um ensaio sociológico. Petrópolis: Vozes, 1973. MURPHEY, T. Music & song. Oxford University Press, 1994.

Palavras-Chave: PIBID; Inglês; Música.


A (UMA) LINGUAGEM ABJETA E (OU) GROTESCA (?)

Anna Mônica da Silva Aleixo - UFPA - Autor Principal
aleixo_monica@yahoo.com.br

Orientadora: Profa. Dra. Tânia Maria Sarmento Pantoja - UFPA

O presente trabalho tem por objetivo a investigação da linguagem apresentada no conto O leite em pó da bondade humana do escritor paraense Haroldo Maranhão. O trabalho é norteado por meio de perguntas que dentre as quais podemos destacar: A linguagem utilizada no conto em análise apresenta uma “linguagem grotesca-abjeta” ou uma linguagem ora grotesca ora abjeta? Com base na análise do conto e nas assertivas de alguns teóricos e estudiosos dos temas em questão, podemos dizer que a linguagem apresentada possui características de ambas categorias, pois foi percebido que, no conto, a aparição de uma categoria se faz presente na apropriação da outra e as duas surgem e se auxiliam como forma de potencializar o asco eo repúdio que podem ser observados na narrativa.Uma vez que, em O leite em pó da bondade humana, o abjeto adquire potência ao se apropriar de alguns elementos do realismo grotesco e este só surge na necessidade daquele.Para essa investigação, são usadas as conjecturas deVictor Hugo(1988), Bakhtin(1993),Kayser (1986), Seligmann-Silva (2005), Kristeva (1982) e Pereira (2009).

Palavras-Chave: Literatura; Abjeto; Grotesco.


A VARIAÇÃO DO NÓS E A GENTE NO PORTUGUÊS ORAL DO CARIRI

Aparecida Alves Xavier - URCA - Autor Principal
cidinha.alvs@bol.com.br

Orientador: Prof. Dr. Thiago Gil Lessa Alves - URCA

No português brasileiro, como em todas as línguas, pode ser observada variações linguísticas nos mais diversos níveis, que dependendo da frequência do uso, podem até ocasionar mudanças linguísticas. Dentre essas mudanças, chamam-nos atenção os usos das formas pronominais nós e a gente, que, com certa frequência, são utilizadas em um mesmo contexto, como o da expressão da primeira pessoa do plural, e também, na fala espontânea (não monitorada), o da codificação da primeira pessoa do singular. O presente trabalho, uma pesquisa em andamento que faz parte dos estudos desenvolvidos no Núcleo de Estudos Linguísticos do Cariri (NELC), tem como foco estudar a variação entre o uso pronominal de nós e a gente no português oral do Cariri. O objetivo central é buscar grupos de fatores sociais e linguísticos que condicionem o uso dessas variantes. Utilizamos os princípios e métodos da Teoria da variação e mudança ou Sociolinguística Quantitativa introduzida por William Labov na década de 60. O corpus utilizado nesta pesquisa é uma amostra de entrevistas retiradas do Projeto Estudo da Língua Oral do Cariri (ELOC), inserido no Projeto Profala, que abrange 190 entrevistas entre informante e documentador, com cerca de 85 horas de gravação, com informantes de diferentes faixas etárias, escolarização, sexo e zona de habitação. Os inquéritos do projeto foram realizados nas cidades da região do Cariri, envolvendo as zonas rurais e urbanas. Os grupos de fatores sociais analisados neste trabalho são: a) sexo, b) faixa etária e c) zona. Os grupos de fatores linguísticos são: a) presença/não-presença do pronome, b) concordância verbal, c) eu-ampliado, d) paralelismo formal e e) função sintática. Com base em uma análise inicial, observamos que os fatores sexo e faixa etária são importantes no que se refere ao uso do pronome a gente, pois as mulheres e os jovens tentem a utilizar o pronome in ovador com mais frequência. No que se refere aos fatores linguísticos, notamos que o uso do nós e a gente relacionado à função sintática tem uma importância significativa, dados apontam para uma aproximação de ocorrências desses usos pronominais tanto na função sujeito como na função de complemento e adjunto.

Palavras-Chave: Variação; Nós; A gente.


O VOTO NO "BIG BROTHER BRASIL": UM NOVO GÊNERO DO DISCURSO?

Arthur Ribeiro Costa e Silva - UEPA - Autor Principal
ar-thur@hotmail.com

Orientador: Prof. Dr. Samuel Pereira Campos - UEPA

Polemizando com o senso comum acadêmico que rejeita a televisão e os reality shows como objetos de estudo por considerá-los de baixo valor intelectual, esta pesquisa propõe uma análise do Big Brother Brasil enquanto esfera da comunicação discursiva, focalizando o gênero voto. Fez-se necessária primeiramente a busca de referenciais teóricos sobre o reality show. Ele é definido como um gênero televisivo híbrido de diversos outros gêneros televisivos já consagrados e de grande aceitação pelo público, a saber: a telenovela, o jornalismo, os talk shows e programas de auditório, os programas de concurso, entre outros, que faz uso de uma convergência de tecnologias para a interação com o público, acentuando a identificação deste com os eventos do programa. A casa no reality show é responsável pela organização de um núcleo familiar entre os participantes. Na descrição da votação e do gênero voto, encontramos a centralização na figura do apresentador, configurando uma força centrípeta padronizadora dos enunciados. Observa-se essa força quando Bial descreve a situação atual do programa para os espectadores, num movimento de organização do evento, e quando ele, buscando padronização dos enunciados dos participantes no ato da votação, elabora duas formas principais de interpelá-los. Quanto ao endereçamento do enunciado, as condições de interação apontam para um direcionamento para o público do programa. Os participantes enunciam com vistas a mostrar fatos, se explicar, persuadir, etc. O terceiro tópico é a constituição dos votos em uma tensão entre duas formas ideológicas, que são o programa enquanto competição entre os participantes pelos prêmios, materializado linguisticamente no signo jogo, e o programa enquanto constituição de um núcleo familiar de convivência, materializado no signo casa. Essas formas se refletirão no enunciado linguístico de maneira que os participantes remeterão à casa quando falarem de relações de amizade e remeterão ao jogo quando falarem de relações de poder. A última parte é a análise linguística do voto, que dividimos em seis componentes: introdução, declaração de voto, remetência/interpelação, amenização, justificativa e conclusão. Pudemos afirmar, após nosso esforço interpretativo, que o voto se constitui como um gênero singular na esfera do programa, à medida que reflete as condições de interação dispostas nele. O programa invoca signos ideológicos, relacionados à conjuntura sócio-histórica no qual surge, que figurarão no enunciado linguístico em reflexão e refração dessas condições de produção. Observa-se assim a historicidade e dinamicidade dos gêneros do discurso, que não podem ser explicados por uma simples descrição textual.

Palavras-Chave: Big Brother Brasil; Voto; Interação.


A DESCOBERTA DO FRIO: UMA ESCRITA AFRO-BRASILEIRA

Auliam da Silva - UFPA - Autor Principal
auliam.letras@yahoo.com.br

Orientador: Prof. Dr. Sérgio Afonso Gonçalves Alves - UFPA

Nas últimas décadas, mais precisamente desde os anos 80 do século XX, aumentou-se o número de estudiosos que discutem a existência de uma vertente “negra” na Literatura Brasileira. Pesquisadores como Zilá Bernd, Cuti [Luiz Silva], Luíza Lobo, Eduardo Duarte, Florentina Souza, Maria Nazareth Soares Fonseca, entre outros, vêm discutindo conceitos como “Literatura Negro-Brasileira”, “Literatura Afrodescendente”, “Literatura Negra”, ou “Literatura Afro-Brasileira”. Para o estudioso Eduardo Duarte (2007), há um conjunto de “constantes discursivas” – “temática”, “autoria”, “ponto de vista”, “linguagem” e “público leitor” – que nos possibilitam pensar nessa vertente literária, a qual ele denomina de “Literatura Afro-Brasileira”. Seguindo essa linha de pensamento, buscamos compreender a novela A descoberta do frio (2011), do escritor afrodescendente Oswaldo de Camargo, como uma obra pertencente à “Lite ratura Afro-Brasileira”, por meio das “constantes discursivas” propostas por Eduardo Duarte (2007). Como arcabouço teórico, utilizamos as ideias de Eduardo Duarte (2005; 2007), Zilá Bernd (1988) e Florentina Souza (2006).

Palavras-Chave: Oswaldo de Camargo; Literatura Afro-Brasileira; Constantes Discursivas.


IV CIELLA

Universidade Federal do Pará - UFPA
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